Zoo Pet Family - FRETE GRATIS PARA TODO O BRASIL - WhatsApp (48) 99191-8853

Nossa experiência com a atopia canina

Meu cão é atópico, e agora?

Se você já é nosso leitor ou cliente, provavelmente já ouviu falar da nossa história e do nosso cão, o Brownie. Se ainda não nos conhece, nesse link você vai descobrir um pouco mais sobre nossa trajetória. 

Quando o Brownie tinha quase 1 ano, ele começou a lamber as patas e a barriga. No início, levamos ao veterinário e ele foi diagnosticado com dermatite. Passamos uma pomada na lesão, fizemos o tratamento, mas ele não parava de se lamber. Com o contato da salíva, formava mais lesões e o caso não melhorava. Visitamos diversos veterinários. Nesse processo mudamos o shampoo do banho, compramos vários remédios como antibióticos e anti fúngicos (de acordo com o receituário fornecido pelos veterinários), amenizava, mas não resolvia. 

Visitamos um dermatologista veterinário que diagnosticou que o Brownie tem Atopia Canina. Uma espécie de alergia na pele que é comum em cães das raças Lhasa Apso e Shih-tzu. Alguns humanos também desenvolvem atopia. Do diagnóstico pra cá, realizamos algumas série de mudanças, tendo em vista que a atopia não tem necessariamente uma cura, mas há como amenizar os sintomas:

  • não usamos mais shampoos com perfumes, apenas os recomendados pelos veterinários para atopia canina;
  • damos banho em casa, pois é a única maneira de garantir que a água do banho será de fato morna, que o secador não será utilizado muito quente e que ele ficará bem seco (para evitar fungos);
  • inserimos por 6 meses a alimentação natural, iniciando com uma proteína que ele nunca tinha contato, conforme a orientação de uma veterinária homeopata. Após os 6 meses identificamos que não se tratava de alergia alimentar;
  • visitamos o veterinário e o veterinário dermatologista regularmente;
  • quando ele está em crise e ele fica sozinho em casa, utilizamos um colar elizabetano, para que evite a lambedura (usamos o modelo inflável que é leve e bem mais confortável que o tradicional cone);

Associado a todas essas medidas, identificamos que a lambedura é também algo comportamental. Os bichinhos se acostumam a lamber patas e barriga e as vezes se lambem por pura distração, por falta do que fazer ou até mesmo para chamar a atenção dos donos. Para melhorar esse aspecto, procuramos passear todos os dias com ele, damos ossinhos e brinquedos novos para chamar a atenção dele e quando não podemos brincar com ele, damos alguns brinquedos com pilha, que se mexem sozinhos, como a Bolinha Autonoma e o Monstrinho que treme . Assim ele se diverte sem necessariamente ter a nossa atenção.

O veterinário especialista em comportamento canino nos deu várias dicas para que o cão não associe a lambedura com o recebimento de atenção. Ex: Quando o bichinho começa a se lamber, automaticamente chamamos a atenção dele, mesmo que pedido para que ele pare. Na "psicologia" canina estamos dando atenção a eles, exatamente o que queriam. O que acontece? Eles entendem: se eu lamber ou coçar, terei a atenção do meu dono. Mas cada caso é um caso e apenas o veterinário comportamental pode chegar a esse diagnóstico.

Caso você tenha um cão com esses sintomas, leve ao veterinário. Caso não resolva, procure um veterinário especialista em dermatologia animal. No nosso caso o veterinário comportamental também ajudou bastante. Pode ser que seu cão tenha um simples fungo, uma dermatite, mas pode ser que seja algo crônico, como a atopia.

Esperamos ter ajudado com o relato! Fiquem a vontade para perguntar, comentar, compartilhar e interagir. 

Até a próxima!

1 comentário

  • Olá! Ele toma algum remédio?

    Ana Paula Rosario

Deixe um comentário

Os comentários devem ser aprovados antes de serem publicados